2005-04-25

IvanLins_NosDiasDeHoje -- UPDATED

No post passado [este post foi publicado originalmente dia 19 de abril de 2005], falei sobre algumas lembranças musicais de minha infância.

Não sei se eu é que estou me tornando um velho chato ("velho" com 35 anos... tenha santa paciência!! heheh), ou talvez não existam mais músicas neste estilo sendo cantadas hoje. Talvez seja um problema de adaptação, e eu estou me refugiando nas minhas memórias numa espécie de escape da realidade.

De qualquer jeito, a curiosidade falou mais alto e dei uma pesquisada. E não é que achei em CD o primeiro álbum do Ivan Lins que ouvi na vida? É o "Nos dias de hoje", de 1978.

Em particular, estou "ouvindo" o "Cantoria". Eu gostava muito desta música. Acho que ainda gosto... :-)

Não encontrei a letra em lugar nenhum. Quando o CD chegar, coloco aqui.


Finalmente chegaram os CDs do Ivan Lins que encomendei da Americanas.com . Como prometido, segue a letra :

Cantoria
Ivan Lins

Nossa cantoria
Nosso coração
Nosso bloco, nossa folia
Contra a solidão

Nossa teimosia
Nossa louvação
Nosso fogo, nossa magia
Contra a escuridão

Somos a arueira
Madeira dura de se cortar
Mesmo depois de morta, ela brota
Só pra desafiar

Somos a correnteza
Que começa num gotejar
Mesmo que se represe, ele segue
E vai transbordar o mar.

Onde você estava em 1978? :-) Eu lembro que, quando meus pais viajavam e eu ficava em casa com meus irmãos e avó (ou a babá, não lembro exatamente em qual época eu ficava com uma ou com outra), eu estava na sala, ouvindo MPB. Eu tinha 8 anos...

Mas um detalhe eu havia esquecido...

Naquele tempo, em que som estereofônico ainda era novidade, a divisão dos canais era simplesmente botar uns instrumentos no canal direito, e outros no canal esquerdo... Em algumas músicas, os drums ficam no canal direito, e os pratos no esquerdo... :-)

Sim, está na sua RadioPirata! :-)

2005-04-24

A Casa das 1000 Portas

Lendo o Alfarrábio, fiquei sabendo deste interessante projeto de Nemo Nox, do aclamado [por um punhado de pixels]. Não sou de ficar jogando confete, mas a iniciativa é muito boa.

Tá bom... A iniciativa é excelente!!! :-)

Um Microconto é um micro-história contada em poucas letras (no caso das 1000 Portas, 50).


Um microconto exemplar, e possivelmente o mais famoso de todos, é do escritor guatemalteco Augusto Monterroso: "Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá."

Pois bem. Nemo Nox teve a idéia de reunir centenas de microcontos (a primeira fornada teve 19 colaboradores) e criar uma interface onde os microcontos são mostrados em ordem aleatória. Cada vez que você visita o site, você lê os microcontos numa ordem diferente. Algumas vezes o encademento dos microcontos formam histórias surreais...

Investi horas (não se perde tempo com cultura!!) do meu fim de semana neste site.

Confiram. Acho que vocês também vão gostar.

2005-04-22

flickr Zeitgeist

Já faz algum tempo que notei este gadget no site de um amigo.

Transformando minha intermitente (mas eterna) insônia em alguma coisa produtiva, resolvi adicionar um Zeitgeist do meu fotolog por aqui.

E aí, ficou bacana? :-)


zeit·geist
Pronúncia : tzáit gáist
Substantivo, origem germânica de Zeit (tempo) + Geist (espírito), datando de cerca de 1884.

"Clima" cultural, moral e intelectual comum em uma época.

3 Segundos de Insensatez

3 Segundos.

Durante 3 segundos deixei minha agressividade tomar decisões que comprometeram a segurança de terceiros. No 4º já estava arrependido da presepada, mas às vezes é mais perigoso voltar atrás que seguir em frente. Era o caso.

Desta vez, assim como das outras (felizmente raras) vezes, nada aconteceu além de suor e ranger de dentes (nos outros). Mas não há como negar que teria sido melhor para todo mundo (principalmente para minha consciência - minha única característica decente que me é nata) que eu tivesse mais controle sobre minha agressividade.

Eu sou obrigado à confessar que não sou exatamente um exemplo de boa conduta. Minha civilidade e sociabilidade para com estranhos não são características inerentes ao meu caráter, mas sim habilidades adquiridas com algum esforço durante o decorrer da minha vida. Às vezes, com muito esforço...

Que este post me sirva de lembrete para que, no futuro, eu siga meus próprios conselhos. Ainda tenho muito o que aprender...


"Médico, cura-te a ti mesmo..."
Evangelho de São Lucas 4:23

2005-04-16

Nos dias de hoje...

Enquanto vasculhava o imenso sotão minha mente, metaforicamente redescobrindo memórias visuais, sensitivas, auditivas e (por que não?) sensuais, inadivertidamente disparo uma lembrança que, por algum motivo além de minha compreensão, conectou-se à um incômodo incidente ocorrido com uma amiga.

É interessante como algumas lembranças são tão fortes que parecem projetar-se na realidade - enquanto escrevo estas linhas, esta música de Ivan Lins ressoa em minha mente com tanto realismo que chego a ouvir, inclusive, os arranhões que causei aos velhos LPs dos meus pais e que passaram a fazer parte das minhas sessões de música (e da deles também...).


Cartomante
Ivan Lins e Victor Martins


Nos dias de hoje é bom que se proteja
Ofereça a face pra quem quer que seja

Nos dias de hoje esteja tranqüilo
Haja o que houver pense nos seus filhos

Não ande nos bares, esqueça os amigos
Não pare nas praças, não corra perigo
Não fale do medo que temos da vida
Não ponha o dedo na nossa ferida

Nos dias de hoje não lhes dê motivo
Porque na verdade eu te quero vivo

Tenha paciência, Deus está contigo
Deus está conosco até o pescoço

Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias

Cai o rei de Espadas
Cai o rei de Ouros
Cai o rei de Paus
Cai, não fica nada...


Viver é um risco. Um risco necessário.

É necessário viver. Não vivam riscos desnecessários.

Os textos devem fluir

Tenho escrito pouco ultimamente. Não por falta do que escrever, mas anda me faltando oportunidades para sentar em frente ao micro e deixar fluir as palavras para o teclado - tecla por tecla, numa seqüência ordenada que forma palavras, parágrafos e textos. Meus textos.

Textos que comunicam minhas idéias à pessoas que nem sei se realmente existem ou se são apenas máscaras atrás das quais as pessoas de carne e osso se escondem (assisti Vanilla Sky ontem).

Agora, neste momento, uma das (por enquanto, ao menos) raras oportunidades aparece. Mas os textos não fluem. Eles estão há tanto tempo socados uns contra os outros que, como as pessoas na vida real, se acomodoram na escura mediocridade que permeia os rincões inatingíveis de minha mente (sim, admito que eventualmente me considero um medíocre - o que é a mediocridade senão a incapacidade de levar à cabo tarefas que você sabe realizar, e reconhece como necessárias?).

A preguiça textual suplantando a necessidade de me expressar. Irônico, não? :-)

Mas tudo passa - atá uva passa! Minhas crises de mediocridade costumam ser breves.


The Spice must flow.

2005-04-12

Agrobusiness

C-H-E-G-A !-!-! :-P


Tá decidido! Vou virar hortifrutigranjeiro!!!

Não agüento mais resolver Pepino, descascar Abacaxi e enfiar o pé na Jaca.

E no final, ainda ter que pagar o Pato!!

Deu pra perceber que ando estressado??? :-)

2005-04-03

Todos gostam dele desde os netos até os avós

Faz pouco tempo, escrevi:


Mudam os nomes, mudam as ferramentas, mas os artefatos e as artimanhas são sempre as mesmas.

Eu falava sobre mágoas e ressentimentos, mas hoje percebi involuntáriamente que esta verdade também se aplica para alegrias e doces lembranças.

Quando criança, eu curtia à beça um programinha bobo chamado "Clube do Mickey". Adorava aquele jinglezinho (cliquem no link do título deste post e ouçam também), vivia torrando o saco dos meus pais porque eu também queria ser sócio. Ah, a ingenuidade infantil dos meus tenros anos.... :-)

Mais grandinho, começei a acompanhar a Turma do Lambe Lambe, programa de Daniel Azulay ("Bate o sino... o que é que trouxe... algodão doce!! algodão doce!!" - ou algo parecido...) e as aventuras da Chicória, Professor Pirajá e compania ltda. Este cara é um desenhista de primeira linha.

Já no fim da adolescência (que por sinal acabou faz poucos anos.. O:-) ), não perdia um único "Mundo de Beakman". Assisti este treco até pouco antes do meu filho nascer e eu ser obrigado à criar vergonha na cara e trabalhar durante o dia como qualquer ser humano normal (esforço fadado ao insucesso, por sinal).

Mesmo depois de adulto, curti "Castelo Rá-Tim-Bum" (o filme também é bacana) e até mesmo os primeiros programas do "CRUJ - Comitê Revolucionário Ultra-Jovem", programa encomendado da Disney pelo SBT ("Dá o play, Macaco!!").

Hoje, enquanto pensava em assuntos de gente grande que assolam minha mente nestes dias difícieis em que tomo decisões graves com impactos decisivos em minha vida, escuto vindo do computador em que meu filho brincava a musiquinha de abertura do Clube do Mickey.

E percebo que ele se divertia tanto com o site do Clube do Mickey como eu me divertia com o programa. Só que ele no computador, eu numa TV. O Ciclo recomeçou.

Bem vindo à minha Vida, meu filho.

2005-04-02

Le Roi est mort - Vive Le Roi : Uma nota melancólica, em um dia sombrio

Não sou exatamente um católico fervoroso (já conheci um padre que queria me batizar só pra poder me excomungar!!), mas não pude deixar de me sentir melancólico com o descanso final do Papa.

Provavelmente, porque estudei à exaustão a vida de Karol Wojtyla em 1978 quando ele foi eleito Papa enquanto eu estudava num colégio religioso - o Virgo Potens de Guarulhos (Sim, mãe. Eu já te perdoei por isto!! :-P). Eu lembro da solenidade que a diretoria realizou para marcar a data. Eu nem conto pra vocês o fuzuê que foi a primeira vista do Papa ao Brasil - e olhem que o Sumo Pontífice passou longe de Guarulhos!!

Lá pela sua terceira visita ao Brasil, eu acho, eu já estava aqui em Manaus estudando em outro colégio religioso - o La Salle (calma, pai... já estou quase te perdoando por esta... :-D ). E lá vai o Pink em outra maratona sobre Karol Wojtyla (cuja biografia já havia enriquecido muito deste a última vez, pra não falar no atentado de '81). Ainda lembro do Irmão Petry falando sobre o Solidariedade.

E então veio a Queda do Muro de Berlin. E a derrocada do "Império Soviético". E a Guerra do Golfo, e o Guerra na Somália, e a outra Guerra do Golfo.

Independente de Karol Wojtyla ter tido participação ativa ou não (e ele teve participação ativa e fundamental em muitas delas), o fato é que desde os 8 anos de idade eu não vejo uma única notícia de relevância histórica que não tenha sido aplaudida, deplorada ou simplesmente comentada pelo Papa João Paulo II.

Vai demorar até que eu me acostume com esta idéia, mas ao menos não terei que estudar - por uma terceira vez - a biografia do homem.