2006-08-22

Um cobertor curto demais

Quando crianças, é comum nos apegarmos àquele cobertor especial. De todos os cobertores do mundo, somente aquele nos aquece da forma que desejamos, é macio como gostamos e tem a cor que apreciamos.

Minha mãe guardou o meu... :-)

Mas crescemos. Chega um dia em que nosso amado cobertor não é mais suficiente para nos aquecer. Ele passa a deixar nossos pés descobertos (e quem dorme gostoso com os pés frios?) ou, se os cobrimos, deixa-nos o coração ao relento (e quem vive gostoso com o coração frio?).

Ele se tornou pequeno. Encolheu...

Cocciuti que somos :-P , nos encolhemos para que nosso cobertor nos aqueça. Dobramos nosso corpo, mente e alma. E depois, atônitos e magoados, não entendemos porque acordamos pela manhã doloridos e mal dormidos - e com cãibras...

E culpamos o cobertor por nossos infortúnios.

Chega um momento em nossas vidas que precisamos simplesmente admitir que fomos nós que crescemos, e que nosso amado cobertor sempre foi do tamanho que é: fomos nós que mudamos, e que a tríplice escolha de aquecer os pés, o coração ou viver com cãibras não é uma imposição da vida - mas de nossa estúpida vaidade.

Tais velhos e amados cobertores simplesmente já não nos servem mais.

Resta-nos guardá-los no armário, e sair em busca de um outro, maior, que seja capaz de aconchegar-nos sem que precisemos dobrar-nos ao meio.


Dedicado àquelas que passam frio.

2006-08-17

Mas a vida, essa sim é uma caixinha de surpresas!!!

Já me perguntaram porque este blog anda parado... Já até me cobraram um post novo - né, Chris?? ;-)

A minha vida anda um bocado atribulada, não estou com muito tempo para escrever... Duvidam? Pois aqui segue um singelo exemplo do meu cotidiano:


  • Criei vergonha na cara e voltei à malhar (nada como estar motorizado!)
  • Como sou insone (não consigo dormir quando malho de noite), resolvi malhar de manhã cedinho... às 5:30, pra ser mais exato - senão não dá tempo de entrar no trampo às 8:00.
  • Tô todo doído, fiquei um tempão de papo pro ar.
  • Trabalhei o dia inteiro, e ainda peguei + 2 horas extras, porque o projeto tá atrasado e eu fui no médico de tarde.
  • Fui na despedida de um amigo. Tomei uns choppinhos até 11 da noite.
  • Chego em casa às 23:15, caindo pelas paredes... E CADÊ A P*RR@ DA CHAVE DE CASA??? O_o
  • Em desespero, abro as mochilas (de roupa suja e de livros), e nada da chave.
  • Tento ver se não está no chão do carro (é nestas horas que é ruim ter pickup grande!!), reviro todo o banco de trás onde estavam as mochilas - mas não encontro nada (além de peça de carro, ele acabou de voltar do mecânico).
  • Já puto da vida, volto pra empresa (à meia-noite, à meia-luz... :-P - NEM EU MEREÇO!!! >:-/ ), torcendo pra ter esquecido a chave na minha mesa.
  • Não tava lá. Os seguranças ainda devem estar rindo da minha cara... :-P
  • Vou pra casa dos meus pais, já pensando na noite de cachorro (auau!) que vou ter dormindo na rede do terraço (e no prejú que vou ter arrombando a fechadura tetra no dia seguinte...)
  • Desmotivado, triste, sem vontade de cantar uma bela canção, acho uma lanterna com pilha (milagre!!!) e faço uma última tentativa. E acho a maldita debaixo do cazzo do banco do motorista!!!

Buenas... Depois deste fato venéreo que descrevi, só me resta passar numa conveniência, comprar um tonel de cerveja e amarrar um porre federal.

Ciao!! Se eu não voltar a postar por aqui, me procurem no Alcoólicos Anônimos mais próximo - ou talvez hospedado no Pronto Socorro da Unimed, curtindo um delirium tremens básico...


Qualquer semelhança com histórias postadas em comunidades do Orkut é mero plágio descarado de mim mesmo!!! :-D