2005-05-31

Momento de Instrospecção

Há momentos na vida de um homem que ele precisa olhar para si mesmo, em busca do que ele é, de como ele é, de onde ele é. É um momento de grave instrospeção - às vezes nos surpreendemos com o que vemos em nós mesmos.

Hoje ao acordar, tive um destes momentos. Me olhei no espelho e me vi.


Meu Deus... Eu sou o Garfield!!! :-P


  • Gordo
  • Preguiçoso
  • Mordaz
  • Rabugento
  • Manhoso
  • Esquecido
  • Abusado
  • Egoísta eventualmente
  • Odeio Segunda-Feiras
  • Adoro lasagnas
  • Tenho repentinas crises de sono
  • Meu dia só começa depois de um café (às vezes, dois!!)
  • Tenho um relacionamento problemático com balanças
  • Odeio o Nermal e o que ele significa...

Se eu tivesse um cachorro, provavelmente seu nome seria Odie... :-D

2005-05-30

Simplesmente o Tema de Blog mais interessante que já vi...

Vejam por vocês mesmos. :-)

2005-05-26

Os 7 Pecados Capitais

Checklist.
  1. Ira - (pensando num chato que apareceu na minha vida) : CHECK.
  2. Preguiça - (pensando que terei que acordar cedo amanhã): Check.
  3. Inveja - (da serenidade com que algumas pessoas superam certas crises): Check.
  4. Gula - (olhando de soslaio para a balança...): Check.
  5. Avareza - (economizando teclado): Ok.
  6. Soberba - ("curiosidade dos que se acham capazes"... putz!!): Check.
  7. Luxúria - Hummm... O:-)

Minha fritura no Mármore do Inferno já está garantida, vou virar torresmo com certeza.

Falando nisso, já comentei que tive um professor de religião e filosofia, padre ordenado (e advogado!), que queria me batizar apenas para ter o prazer de me excomungar em seguida??? :-)


(Pois é, Sestaro... Lembrei de você!)

Porque os Rabugentos também comem!

Cansado de comer Cup Noodles, Miojo Lamen(tável) e outras porcarias instantâneas resolvi apelar para a criatividade. Mesmo sem fogão ou qualquer outro apetrecho necessário para corretamente exercer a divina arte da Culinária, resolvi fazer uma macarronada. De qualquer jeito!!


Na falta de um fogão, cozinhei a pasta na cafeteira elétrica. Eu não tinha a menor idéia se a cafeteira seria capaz de cozinhar a pasta, mas tentei assim mesmo. Demorou mais do que no fogão, é verdade, mas deu certo!


Enquanto o ravioli era "cozido" na cafeteira, grelhei uma calabresa (sem pele, e bem picadinha) no grill. Diet?? Eu??? :-P Mas acho que uma toscana teria ficado mais gostoso... Vou experimentar outro dia...


Quando a calabresa estava bem fritinha (quase crocante), despejei o molho de tomate e deixei refogando por mais alguns minutinhos. Gosto do meu molho de tomate bem denso.


Depois de uns 15 minutos de cafeteira (eu devia ter cronometrado), escorri a pasta. Lógico que o bobão aqui queimou a barriga com os respingos (nota para mim mesmo : comprar um avental!!)


Obviamente, também não tenho um escorredor, de forma que tive que tomar uns cuidados extras (como segurar a tampinha do bule - sabem como é, Murphy e tal..) E eu realmente preciso daquele avental... :-D


Existem várias formas de se misturar a pasta ao molho, mas somente uma que presta! :-) Eu jogo a pasta dentro da panela (ou grill) com molho, ainda refogando.


O choque térmico entre a pasta (já fria) e o molho (quente pacas) faz o molho "agarrar" na pasta. (Atenção! não funciona para qualquer pasta!!! Para spaghetti, o melhor é derramar o molho por cima!)


Agora, falta apenas um pouco de Azeite (Extra-Virgem, por favor!!) e presto! Minha primeira macarronada de verdade desde que estou morando sozinho! E não é que ficou bom?


Pelo estado da pia, é óbvio que moro sozinho... Em minha defesa, quero declarar que a cozinha do meu AP é minúscula, e que a pia é o único balcão disponível!! O problema agora é dar conta da louça suja... Vai demorar um pouquinho até eu resolver cozinhar de novo... :-P



ao som de Divano, do grupo Era.

2005-05-23

A Matemática do Tempo: Aritmética de um Rabugento

Era inevitável: finalmente aconteceu.

  • Meu riso não sai mais tão fácil como antes - e se eu já não era muito simpático, hoje flerto com a antipatia como nunca sonhei ser capaz (e sempre fui sonhador);
  • Não sou mais abordado por estranhos com um sorriso no rosto e sincero interesse, mas com um certo enfado e pressa em me desvencilhar deste incômodo - que felizmente somem quando esse estranho ou estranha acabam se revelando dignas de meu interesse (ao menos isto: a maioria das pessoas têm se revelado interessantes, talvez ainda reste esperanças para o meu caso);
  • Me irrito muito quando penso estar perdendo meu tempo com coisas que considero desimportantes - uma hora à mais entre eu e meu destino significam uma hora à menos de Sol, de alegria, de tranqülidade e de descanso (e estas horas me são tão sagradas quanto escassas);
  • E já não olho para o futuro com esperanças de novas conquistas, mas olho à frente com a curiosidade dos que se acham capazes - dos que esperam os resultados das pretensas sábias decisões que tomaram no passado (e tais sábias decisões me são tão sagradas quanto também escassas)...

Passado este que está cada maior, cada vez mais vasto em experiências e lembranças - e um bocado de desgostos (sempre ávidos por mais companhia). Alguns destes, teimosos e insidiosos, insistindo em avançar rumo aos dias que virão...

E então, a dramática conclusão ("Ui! Ui! Ui!", ouço alguém dizer :-D): este meu passado que se expande, se expande como um Buraco Negro que atrai sem escapatória para si a Luz que é emitida pelo Futuro...

Porque a conta dos meus dias já vividos são inexoravelmente cobrados dos meus dias a viver...

E o Passado só sabe somar...


Um economista, devoto de Adam Smith, fatalmente vaticinaria:

_ Poupe vosso Futuro! Ele é a moeda essencial com a qual você adquire a Vida ainda por viver!!

_ Invista seu Passado! Ele é um recurso inesgotável, reciclável e, a cada dia que passa, mais rico!!

Mas onde investir meu Passado? Como poupar meu Futuro?

Espantosamente simples, a resposta me vem à mente : O Presente!

Porque é no Presente que nossos investimentos do Passado se transmutam em poupanças para o nosso Futuro; são nossas lembranças e experiências (vividas em nosso Passado) que nos levam ao Conhecimento.

E o Conhecimento é a matéria prima com a qual pavimentamos um Futuro:

  • Esburacado, e custoso ao trafegar...
  • Ou plano, onde fluimos com a rapidez do Tempo.

Como todo investidor, alegro-me com meus ganhos e irrito-me com minhas perdas - não conheço um único investidor que se compraza em fazer maus investimentos... E se existir algum, acredite, ele não o será por muito tempo.

E é por abominar tais "prejuízos", que pouco agregam à um Passado que a cada dia vale menos (por ser cada vez mais abundante) e que desgostosamente tributam um cada dia mais valioso Futuro (por ser cada vez mais escasso), que culmino por me entregar à Rabugice...


Sim, sou um Rabugento.

  • Porque sou impaciente; para mim quanto mais cedo melhor. Não gosto de esperar, de adiar, de procrastinar, de transferir. E se sou obrigado à tanto, resmungo como resmungaria quem desperdiçasse o último dos seus tostões.
  • Porque sou intolerante; simplesmente levanto e vou embora se algo me desagrada, me desgosta, me irrita. Sem olhar pra trás, sem fazer perguntas, sem esperar por ninguém (às vezes me arrependo depois). E se sou obrigado à tanto (não ir), fico intratável como ficaria intratável quem fosse roubado da poupança de uma vida inteira.
  • Porque sou instransigente; brigo e aporrinho se as coisas caminham para onde eu não quero, para onde eu sei que vão trazer prejuízos (e o prejuízo dos que amo são duplamente meus prejuízos!). E se elas (as coisas) insistem à tanto, espraguejo como espraguejaria quem perdesse o investimento que o faria o mais rico dos homens.

Mas por que sou impaciente, intolerante e intransigente? O que me leva à resmungar, tornar-me intratável ou espraguejar?

Seria eu uma encarnação pós-moderna (atualizada, reciclada e informatizada) de Ebenezer Scrooge? Ou talvez uma versão emotiva (e vítima da Síndrome de Peter Pan) de Scrooge McDuck?

Será que preciso de um psicanalista? Um psiquiatra talvez?

Espero que não... ( Algum geriatra de plantão??? :-P )


Eu apenas penso que estou "cruzando o Cabo da Boa Esperança".

Sendo a expectativa de vida do brasileiro algo em torno de 70 anos, não é irreal imaginar, então, que com meus 35 anos estou próximo (ou já passei) da metade do tempo que me foi dado...

E isto torna cada momento que vivo mais valioso que o momento que já vivi.


Por isto (e algo mais), peço-te de todo meu coração que perdoe minha rabugice.

Pois:

Se estou distante ou não te dou atenção uns dias;
Se estou irascível ou não te desejo bom-dia;
Se estou desatento à tua presença ou te dou as costas;
Se estou absorto em meus pensamentos ou te ignoro propostas;

Se estou mau-humorado ou não disposto à brincar;
Se estou triste ou não disposto à cantar;

E se estou ausente ou não me aproximo de ti...

Não é porque não te quero bem, ou te seja hostil.
Não é porque não sinto tua falta, ou te queira longe léguas a mil.

Não é porque não te ame...

Eu apenas poupo-me do que me faz mal, do que me entristece ou me aborrece.

Para que eu não desperdice tempo com malfeitos, tristezas e aborrecimentos.

Para que eu tenha mais Tempo.

Tempo para investir em você.

Porque Tempo é meu maior e mais valioso presente.


escrito sob os bons auspícios de um honesto Valporicella da Anella Andreani
e inspirado pelo post de um amigo recém-rabugento...

2005-05-20

Tigres de Bengala

Ainda no clima do Festival Rock 80, que ocorreu no Studio 5 semana passada, não é que lembrei de uma música dos Tigres de Bengala (Claudio "Na madrugada a vitrola rolando um blues" Zoli, Ritchie "Menina Veneno", Vinicius "Demorei muito pra te encontrar" Cantuária)?

Não é exatamente Anos 80 (o álbum é de 1993 - tô procurando faz tempo e não acho em lugar nenhum...), mas chega perto...


Elefante Branco

Você já pensou em chegar
Numa boa aos quarenta?
Por que você não tenta?
Por que não experimenta?

Você quer dançar ao som do Soul
Dos anos sessenta
Então por que não reinventa?
Por que não experimenta?

Não tenha medo da loucura
Do escuro da solidão
Nem do Elefante Branco na contra mão

E se o mundo dá tanta volta
Não há tempo de olhar pra trás
Repetindo os velhos erros dos nossos pais

Às vezes a vida voa
Às vezes ralenta
E às vezes arrebenta
Por que não experimenta?

E tudo que a gente não fez
E agora lamenta
Por que você não tenta?
Por que não experimenta?

Não tenha medo da loucura
Do escuro da solidão
Nem do Elefante Branco na contra mão

E se o mundo dá tanta volta
Não há tempo de olhar pra trás
Repetindo os velhos erros dos nossos pais
(Que descansem em paz!)

Se alguém tiver uma dica de onde/como conseguir o álbum (ou uma cópia! ou os MP3!!), por favor me avise! :-)

2005-05-14

Caixinha de Surpresas


Eu_Yan Originally uploaded by Lisias.

A vida não pára, e a sucessão de frustrações cotidianas que assolam nossa vida tendem a ofuscar o que a vida pode nos oferecer.

Pois nem tudo são lágrimas, nem tudo é dor. Se você olhar bem, mas bem de perto, você verá que tudo (ou quase tudo) tem seu lado bom, positivo, lúdico ou - pelo menos - engraçado.

Não vou bancar o autor de livro de auto-ajuda (mas se isso te ajudar, deposite a módica quantia em minha conta corrente, sim?), mas tenho tentado controlar minhas frustrações deste modo:

  • Ria despudoradamente de seus problemas.
  • Ache o lado cômico de suas chateações.
  • Tire sarro de suas atribulaçõees.
  • Fale malfazejamente dos seus males.
  • Ridicularize o que te ridiculariza.

E chore o que há para chorar. Depois lave o rosto e vá se divertir (usando o seu conceito de diversão!!):

  • Não pode falar bosta tomando cerveja no Felicce porque tá tomando remédio? Fale merda tomando coca-cola no Açaí­!
  • Quer viajar mas não tem com quem? Vá sozinho - você conhecerá gente interessante pelo caminho, acredite em mim.
  • Deu merda na build na sexta, vai ter que trabalhar no sábado? Pense na faxina do AP da qual você escapou... :-D

Apenas lembre-se: não alimente o que te faz mal...


"E use filtro solar." :-)

O Horror de ontem pode ser a piada de amanhã. Espere o tempo passar e ria. Nem que seja por último. Mas ria.


A vida é uma caixinha de surpresas. Abra-a e surpreenda-se.

2005-05-13

Mais portas. E algumas são minhas!

Lembram quando comentei sobre a Casa das 1000 Portas?

Pois há novidades. Saiu uma nova fornada de microcontos, e estou muito contente pois 10 microcontos meus fazem parte do projeto! :-)

Existem centenas de microcontos novos, o que aumenta muito as combinações possíveis. Se já era interessante, está muito mais.

p.s.: Se alguém achar um microconto meu, me avise!! :-)

2005-05-06

Mais do mesmo, mas diferente. Contudo igual.

O Horror... O Horror...

O estupor da (re)descoberta : acordou pela manhã e deu-se conta que tudo estava exatamente igual.

A roupa de cama era diferente, os móveis do quarto não estavam mais no mesmo lugar. Os livros em cima do criado-mudo não eram os mesmos, como não era o mesmo o programa que assistira noite passada. Não fora o mesmo vinho de outrora que lhe afastou a enfandonha vigília, nem o mesmo despertador que interrompeu o escasso repouso.

Não era a mesma a louça por lavar na pia (graças à Deus!!! heheheh), nem os mesmos Cup Noodles sobre o armário. Diferentes congelados no congelador, eram outras as frutas na geladeira. Que também não era a mesma, como era outra a cafeteira que jazia sobre. Um novo grill elétrico repousava sobre o velho forninho.

Contudo, nada havia mudado desde a última vez que acordou pela manhã e deu-se conta de que tudo havia mudado.

A (eterna) desordem do apartamento persiste, reflexo da (eterna) necessidade (insatisfeita) de ter alguém por quem fazer as coisas.


Ordem é um estado de espírito. Mas seu espírito está em desordem.


Sente-se, como outrora, desalentado. Sente-se, como outrora, sozinho. Sente que não foi à lugar nenhum. Sente que o tempo esvaiu-se por seus dedos, deixando apenas as lembranças de tudo o que não quer para si.


Lutou tanto contra o que não deseja, que esqueceu-se de perseguir o que quer.
O que precisa.
O que anseia.


Sente que ainda há muito o que fazer. Sente que precisa recomeçar.

Novamente. Outra vez. De novo.

O Horror do eterno recomeço.

O Horror... O Horror...

2005-05-02

Para refletir

Entre os sete pecados capitais, possivelmente a ira seja o mais divertido.

Para superar suas feridas, para estalar seus lábios com satisfação a respeito das mágoas passadas, para afiar sua língua na expectativa de confrontos amargos ainda por vir, para saborear o último pedacinho delicioso tanto da dor que você está sofrendo, como da dor que estão lhe causando - de muitas maneiras, isto é um banquete preparado para um rei.

O principal obstáculo é aquele que você está devorando em si mesmo.

O desmancha-prazeres é você.


FREDERICK BUECHNER.

2005-05-01

Desmanchando prazeres.

comentei que um dos meus defeitos é a intolerância. Ela não é constante, mas influencia a maioria das minhas decisões - o que é uma boa coisa no frigir dos ovos:

  • Sou intolerante com a mentira, então evito mentir.
  • Sou intolerante com o desrespeito, então evito desrespeitar.
  • Sou intolerante com a maldade, então evito ser maldoso.
  • Sou intolerante com a arrogância, então evito ser arrogante.
  • Sou intolerante com o egoísmo, então evito ser egoísta.
  • Sou intolerante com a ignorância, então luto para superar a minha.

Mas acima de tudo sou intolerante com a solidão acompanhada. É um pouco arrogante de minha parte (upa! um paradoxo!!) mas eu prefiro enfrentar a solidão sozinho que acompanhado. Eu simplesmente ODEIO esta acompanhado de gente que não desejo por perto. Odeio tanto quanto abonimo estar perto de gente que preferiria que eu estivesse longe.

E isto não significa que não gosto delas - apenas que sua presença não me faz bem... E eu não sou masô.

Tão importante quanto estar com pessoas de quem eu gosto é estar com pessoas que gostem de mim. E não se trata de carência afetiva ou coisa parecida (mas sem dúvida envolve isso também). Trata-se, isso sim, de querer que as pessoas que estejam comigo curtam nossos momentos tanto quanto eu estou curtindo.

Eu gosto de estar acompanhado por gente inteligente, esperta e mordaz.

Eu gosto de estar acompanhado por gente engraçada, vivaz e despreocupada.

Mas não gosto de ser envolvido em conversas onde o assunto principal são os defeitos ou deficiências de alguém. Não tolero fofocas, não tolero frivolidades, não me interessa quem compra o quê, não dou a mínima para a orientação sexual de ninguém.


Cada um dá o que quiser pra quem bem entender, eu não tenho nada a ver com isto!!

Mais de uma vez me foi dito que eu preciso ser mais tolerante com as pessoas ou acabarei vivendo sozinho. Isto me preocupa, porque definitivamente não nasci para viver sozinho.

Mas sobre o quê devo ser mais tolerante?