2005-04-02

Le Roi est mort - Vive Le Roi : Uma nota melancólica, em um dia sombrio

Não sou exatamente um católico fervoroso (já conheci um padre que queria me batizar só pra poder me excomungar!!), mas não pude deixar de me sentir melancólico com o descanso final do Papa.

Provavelmente, porque estudei à exaustão a vida de Karol Wojtyla em 1978 quando ele foi eleito Papa enquanto eu estudava num colégio religioso - o Virgo Potens de Guarulhos (Sim, mãe. Eu já te perdoei por isto!! :-P). Eu lembro da solenidade que a diretoria realizou para marcar a data. Eu nem conto pra vocês o fuzuê que foi a primeira vista do Papa ao Brasil - e olhem que o Sumo Pontífice passou longe de Guarulhos!!

Lá pela sua terceira visita ao Brasil, eu acho, eu já estava aqui em Manaus estudando em outro colégio religioso - o La Salle (calma, pai... já estou quase te perdoando por esta... :-D ). E lá vai o Pink em outra maratona sobre Karol Wojtyla (cuja biografia já havia enriquecido muito deste a última vez, pra não falar no atentado de '81). Ainda lembro do Irmão Petry falando sobre o Solidariedade.

E então veio a Queda do Muro de Berlin. E a derrocada do "Império Soviético". E a Guerra do Golfo, e o Guerra na Somália, e a outra Guerra do Golfo.

Independente de Karol Wojtyla ter tido participação ativa ou não (e ele teve participação ativa e fundamental em muitas delas), o fato é que desde os 8 anos de idade eu não vejo uma única notícia de relevância histórica que não tenha sido aplaudida, deplorada ou simplesmente comentada pelo Papa João Paulo II.

Vai demorar até que eu me acostume com esta idéia, mas ao menos não terei que estudar - por uma terceira vez - a biografia do homem.