2013-04-15

Não confio em ninguém com mais de 32 dentes...

E então, é isso.

Após 43 anos ( pra falar a verdade, uns 35 =P ) de excelentes serviços prestados, seja triturando o alimento que me sustentou, seja lascerando a pele de alguns (poucos) infelizes que acharam que bastava imobilizar meus braços para me controlar X-P, ou mesmo... Hummm....Vocês não têm nada a ver com isto. O:-), hoje partiu desta para melhores hálitos um de 32 inseparáveis companheiros, meu molar nº 48  - que a Fada do Dente o tenha em seu seio (no bico, de preferência).

É a primeira vez que eu perco um dente (e Deus sabe que como tentei perdê-los de formas mais traumáticas =P). Sentirei sua falta.

A calvície que se aproxima, ou mesmo aquelas marcas de expressão que ainda não tenho :-), não me incomodam tanto como a perda deste primeiro dente (se bem que o preço de um implante também não é de se ignorar, viu?). É um marco, um evento, o encerramento de um período de minha vida em que eu era dono de todo o meu corpo (até terminar de pagar, meu dentista é sócio da arcada dentária - virei Empresa LTDA, rezo para não chegar a Sociedade Anônima!!!).

Estremeço só de pensar em hemorróidas!
"Cú do Lisias S/A"


Vai demorar um pouco, mas acabarei me conformando: estou um dente mais próximo de ser assimilado. Eu já sou um borg! ("Resistance is futile, you will be assimilated").



Ao menos, já começo a entender o que o Mello, o Fromer e o Britto queriam dizer.