2005-03-22

Labirinto

Recebi este pensamento à pouco:

"A vida não é um corredor reto e tranquilo que nós percorremos livres e sem empecilhos, mas um labirinto de passagens, pelas quais nós devemos procurar nosso caminho, perdidos e confusos, de vez em quando presos em um beco sem saída.

Porém, se tivermos fé, uma porta sempre será aberta para nós, não talvez aquela sobre a qual nós mesmos nunca pensamos, mas aquela que definitivamente se revelará boa para nós"

As vezes eu me vejo numa daquelas Casas do Espelho (faz tempo que não entro num lugar destes - da última vez eu ainda era moleque, lá no PlayCenter de Sampa). É um labirinto formado por espelhos e placas de vidro, um lugar bem confuso.

É confuso porque de vez em quando você vê para onde quer ir (ou com quem você quer estar), mas simplesmente não sabe como chegar até lá:

  • aquilo pode ser um espelho, e o que (ou quem) você quer está atrás (ou à sua direita! ou à sua esquerda!)
  • ou está realmente à sua frente, mas entre vocês existe uma placa de vidro - e você se esborracha nela ao tentar alcançar
  • pode não ter nada no caminho, mas você já se esborrachou tanto numa placa de vidro que você não acredita e continuam seu caminho.

Eu não gostei muito... Ter o que desejo ao alcançe dos olhos, mas estar impedido de alcançar com as mãos é algo que me deixava um bocado frustrado quando moleque.

Ainda deixa.


Com o passar do tempo o acúmulo de experiências vai transformando a sua forma de ver o mundo, e o que era antes um labirinto opaco vai se tornando transparente - não há nada novo debaixo do Sol.

Você aprende a enxergar "através das paredes" - ou de pelo menos algumas delas. E a cada dia que passa, outra parede perde sua opacidade.

Mas ainda é um labirinto.