2005-02-21

Quem estou? Onde sou?

To be. Verbo. Ser, estar.

I am Lisias. I am happy. I am here.

Interessante que a língua inglesa, pelo menos perante minha limitada percepção, não considera importante diferençiar algo transiente (eu estou) de algo persistente (eu sou) - os dois conceitos são jogados no mesma cesta: o verbo to be.


Eu não estou Lisias, eu sou Lisias.


Mas... Eu estou feliz ou eu sou feliz?? Eu estou aqui, mas o que sou aqui? Como estou perante vocês? Como realmente sou?

Para algumas pessoas (Ò Deus, serão tantas assim?) esta diferença entre "o que sou e onde sou" e "o que estou e onde estou" parece não ser relevante...

Parece não ser relevante porque (talvez por comodidade, talvez por egoísmo, talvez por inaptidão) alguns limitam sua percepção ao que está ao alcançe do seu braço, ao que pode ser visto... E nossa visão é tão limitada quanto nossos braços.

É limitada porque ela não é capaz de nos fornecer nada mais do que a aparência (efêmera, por sinal) do que é visto: quando alguém me vê, ela me vê como estou hoje - mas não o que fui no passado e muito menos o que serei no futuro.

É limitada porque não é capaz de diferençiar o que sou aqui do que sou no meu trabalho e (muito menos!!) o que sou onde estou cercado daqueles que reconheço como meus amigos. O que sou está além do alcançe de sua visão.


O que estou (hoje) não define o que sou (sempre).

O que sou (sempre) não é igual ao que estou (aqui).


O que sou hoje é definido pelos inúmeros "eu estou" do meu passado (recente e distante) - algo muito além do imediatismo superficial que algumas pessoas (Ò Deus, serão tantas assim?) cultuam neste século XXI.

Saber o que sou exige muito mais que me ver com seus olhos, ou me alcançar com seus braços - mas para algumas pessoas (Ò Deus...), isto parece não ser relevante...

Em parceria com Theya (de endereço novo!)